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Aprenda a montar um jardim para seu apartamento

Atualizado: 19 de Set de 2019


As plantas, além de decorativas, tem propriedades benéficas para o nosso conforto e bem-estar. Primeiro, porque elas nos conectam à natureza, trazendo relaxamento e tranquilidade, depois porque elas influenciam diretamente em nossa saúde e conforto à medida em que controlam a umidade do ambiente, colaboram com a redução da temperatura e filtram o ar de partículas nocivas à nossa saúde. As plantas produzem oxigênio e absorvem gás carbônico, assim, quanto maior a quantidade de plantas ao nosso redor, melhor será a qualidade do ar.

Então, ter plantinhas em casa, além de lindo, é saudável. Mas, como fazer se os espaços estão cada vez mais reduzidos? Para quem possui um quintal bem ensolarado as opções de tipos de jardim e espécies de plantas são inúmeros, porém, quem mora em apartamentos pode se deparar, além da falta de espaço, com falta de sol ideal durante alguns períodos do ano (quando não o ano inteiro). Além de que ter uma planta em casa requer alguns cuidados e nem todos estão dispostos a dedicar tempo e esforço com nossas amigas do reino vegetal.

Mas tem solução pra tudo nesta vida! Para nossa salvação existem plantinhas que não precisam de sol, outras que precisam de água uma vez por mês, e ainda as que se adaptam ao sol extremo. Assim, qualquer que seja sua situação, existe uma planta certa pra você!

1. Escolha seu tipo de jardim

Podemos espalhar vasos pelos cantos da casa, sobre os móveis, nas paredes, embaixo da escada e até pendurados no teto. Podemos optar por um jardim vertical, um quadro vivo ou até um jardim mais tradicional, a depender do espaço disponível. Vamos apresentar os principais tipos de jardim que se adequam a qualquer espaço.

Os jardins verticais são os que utilizam as paredes e muros como suporte. Este tipo de jardim pode ter irrigação automatizada, poupando assim o tempo gasto com regas. Mas atenção: a umidade pode danificar a parede, então é necessário trata-la e, na medida do possível, afastar os vasos da parede com o uso de um estrado de madeira ou suportes que deixem um espaço entre o vaso e a parede.

Já o quadro verde, ou quadro vivo, como o nome já diz, é um tipo de jardim vertical reduzido a um quadro. Podem ser executados com caixa de compensado naval ou MDF resistente à água no fundo e nas laterais, com tela e musgo na frente, para fixar a terra e as plantas no quadro (necessita prever um furo na parte superior para as regas).

Os musgos ainda são pouco utilizado, na verdade não são plantas, mas também podem ser usados como jardim. Por absorver a umidade, indica-se sua utilização para desumidificar os ambientes, com a vantagem de não precisar de rega. Além disso, não necessitam de podas ou qualquer outro tipo de manutenção. O musgo é aplicado na parede com o uso de chapa metálica fina ou manta flexível. Devem ser instalados em ambientes com alta umidade, são extremamente decorativos e existem em uma grande variedade de cores.

E que tal pendurar alguns vasos pela casa? Além disso existe a técnica japonesa da kokedama que nem necessita de vasos.

Porém, o modo mais tradicional de se cultivar plantas em apartamentos e pequenos espaços é com o uso de vasos e jardineiras apoiados diretamente no piso ou sobre os móveis. Apenas tenha cuidado para não acumular água parada nos pires!

2. Escolha o tipo de planta

Agora, que você já sabe o tipo de jardim que se adequá ao seu espaço, é hora de escolher os tipos de plantas que se combinam mais com seu jardim. Mas antes fique atento a alguma informações:

  1. Regas regulares são as que acontecem de 3 a 5 vezes por semana;

  2. O termo "sol pleno" quer dizer que a planta precisa de no mínimo 7 horas de sol por dia;

  3. O termo "meia-sombra" quer dizer ela precisa de pelo menos 3 horas de sol;

  4. O termo "plantas de sombra" quer dizer que elas só precisam de luz indireta (difusa) no ambiente.

Então, chegou a de montar o seu jardim, e abaixo vamos te dar algumas dicas de plantas.

Zamioculcas (zamioculcas zamiifolia): precisa apenas de luz difusa (sombra), e rega uma vez por semana. É fácil de encontrar, vende até em supermercado.

Jibóia (epipremnum pinnatum): Esta é uma trepadeira bastante viçosa e de rápido crescimento. Precisa de apoio e pode ser facilmente conduzida. Deve ser cultivada a meia-sombra e regada periodicamente, não tolera geada ou frio intenso.

Espada de São Jorge (sansevieria trifasciata): Ótima planta para quem está começando. É extremamente resistente, podendo ficar longos períodos sem irrigação e ainda toleram tanto o frio quanto o calor intenso. Outra vantagem é que não demanda adubação. Pode ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra.

Lança de São Jorge (Sansevieria cylindrica): Esta é outra plantinha que faz a linha duro-de-matar. Resiste a estiagem e ao frio, pode ficar até em ambientes com ar condicionado e se adapta a qualquer condição de luz. Suas longas folhas em forma de lança podem ser trançadas, legal né?

Camedórea-elegante (Chamaedorea elegans): Esta palmeira de pequeno porte deve ser cultivada à meia-sombra ou luz difusa. Chega a atingir no máximo 2,40m e demanda pouca manutenção.

Dinheiro em penca (Callisia repens): É uma planta rasteira que é melhor cultivada em jardineiras e vasos, onde seus ramos pendentes se destacam. Deve ser cultivada à meia-sombra e em ambientes com bastante umidade. Ela não tolera o frio nem ventos fortes. Deve ser adubada mensalmente na primavera e no verão e suas regas devem ser frequentes.

Palmeira-Leque (Licuala grandis): Esta é uma palmeira de pequeno porte extremamente decorativa. Deve ser cultivada a sol pleno ou meia-sombra e regada regularmente. Quando jovem deve ser protegida do sol direto.

Falenópsis (Phalaenopsis x hybridus): É um tipo de orquídea que resistem bem ao frio. Podem ser cultivadas em vasos, à meia-sombra, em substrato próprio para epífitas. A rega deve ser feita com borrifador sempre que o substrato estiver seco.

Singônio (Syngonium angustatum): O singônio pode ser cultivado a meia-sombra, mas se adapta a luz difusa. Deve ser regada regularmente e gosta se umidade, porém não tolera o frio.

Antúrio (Anthurium andraeanum): É uma planta rústica, que requer poucos cuidados. Para florescer demanda adubação adequada. Ela deve ser replantada a cada 3 ou 4 anos. Se adapta a luz difusa, podendo ser cultivada à meia-sombra.

Lírio da Paz (Spathiphyllum wallisii): Esta planta deve ser cultivada à meia-sombra e adubadas anualmente. Não tolera o frio intenso.

Comigo-Ninguém-Pode (Dieffenbachia amoena): Esta planta é bastante resistente à doenças e pragas, tem crescimento lento e não necessita da incidência direta de sol. Mas atenção, sua seiva é toxica e não é indicada para ambientes com crianças pequenas ou animais de estimação. Deve ser regada regularmente.

Hortelã: Esta planta é muito utilizado em hortas domésticas por ser rústica, extremamente versátil e decorativa. Pode ser consumida como chá ou tempero de pratos e drinks. Pode ser cultivada a meia-sombra, sendo irrigada regularmente.

Cebolinha (Allium fistulosum): A cebolinha é outro clássico das hortas domésticas. Porem requer sol pleno e o solo deve ser enriquecido com matéria orgânica. As regas devem ser regulares.

E, caso você não tenha muito tempo pra se dedicar as plantinhas e tem medo que elas morram por falta de cuidados, experimente cultivar cactos e suculentas, que requerem o mínimo de cuidados, pois necessitam de água apenas uma vez por mês (de 15 a 20 dias), e raramente precisam ser adubadas.

Agora é só pegar todas essas dicas e montar o seu jardim, e ainda mais, se precisar de uma mãozinha a Planej te ajuda com um projeto de jardinagem, basta solicitar um orçamento através do telefone: (83)99634-2222 ou do formulário.

Imagens: Revista Casa e Jardim | DeCorSalteado | Claudia Abril | Flora Delivery | Di Jardin Online | Verde e Folha | Agromania | Planta Rio | Home Teka

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