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Papo de arquiteto: Arquitetura Bioclimática, solução econômica e sustentável


Na construção, muito se fala em economia, o revestimento mais barato, a tinta que rende mais, o material mais duradouro, o projeto com menor custo, etc, mas, ao pensar em economia, pouco se pensa na adequação da arquitetura ao bioclima em que se insere. Esse é um dos males advindos de uma má leitura do modernismo, o movimento, que se importou em criar uma arquitetura universal, acaba sendo mal interpretado, e então se criam arquiteturas genéricas, nas quais não se consideram os recursos de um sítio específico, nem as possibilidades de um determinado clima, ou mesmo os desafios do local de inserção de uma arquitetura.

Da sensibilidade para tais questões, surge a arquitetura bioclimática, que é definida como o estudo que visa a harmonização das construções com o meio ambiente de forma a otimizar a utilização dos recursos naturais disponíveis (como a luz solar e o vento), gerando, a partir desse correto manejo, conforto. Para ser considerada bioclimática a arquitetura deve aproveitar o que há de bom em um clima ao mesmo tempo em que tenta solucionar os problemas que esse clima possa trazer para o desempenho da edificação.

Os irmãos Victor e Aladar Olgyay foram os primeiros a trazer a discussão para a mesa, o livro de Olgyay, Design with Climate, é o primeiro a mostrar de forma simples a importância de se levar em consideração, no projeto, o clima de um determinado lugar. No processo de projeto da arquitetura bioclimática de Olgyay, parte-se da Climatologia, estudando o clima do lugar, passando para a Biologia, com a avaliação das sensações humanas, com vistas ao conforto, em seguida vem a fase da Tecnologia, que envolve as soluções empregadas após os estudos anteriores e, por fim, a fase de Arquitetura, que é o produto da importância dos elementos envolvidos, ou a forma como os itens anteriores se expressam.

1. 4 características da arquitetura bioclimática

Para um projeto de arquitetura bioclimática é necessário que se leve em consideração algumas características intrínsecas ao próprio conceito. A primeira característica são espaços saudáveis, onde a há promoção da qualidade de vida e do bem-estar das pessoas.

A segunda característica é aproveitar de forma correta os recursos naturais a fim de diminuir o uso de formas de energia poluentes, aumentando a eficiência energética da edificação sem prejuízo à função. O correto dimensionamento e escolha das janelas de uma residência, por exemplo, pode significar maior aproveitamento do vento e maior ou menor proteção dos raios solares, conforme a necessidade do local.

O terceiro ponto diz sobre a diminuição do desperdício e da geração de lixo, o respeito a esse ponto pode ser traduzido em uma melhor gestão dos recursos na obra, ou mesmo em um projeto que se atenha aos detalhes a fim de diminuir o desperdício.

E por fim, a quarta característica que estimula o uso de fontes de energias renováveis e materiais que não agridam o meio ambiente, aqui a arquitetura bioclimática abre-se para a tecnologia, fazendo uso de materiais mais novos e eficientes, assim como de estratégia como o uso de placas solares.

Com base nessas 4 características da arquitetura bioclimática o arquiteto pode desenvolver um projeto que garanta menor custo ao cliente, seja utilizando um material abundante na região da obra e que consequentemente tem o menor custo, pensando em espaços menos dependentes de ar condicionado, o que implica em economia ao longo da vida da edificação, ou mesmo fazendo uso de material reciclado, com pallets e caixotes, gerando menos resíduos e mais economia.

2. Exemplos de projetos influenciados pelo conceito de arquitetura bioclimática

Casa Energia Zero, Bélgica, por BLAF Architecten (Archdaily)

A Casa de Energia Zero foi construída como um monolito na paisagem, um grande bloco. Seu conceito de casa passiva faz com que os o uso de energia para aquecimento seja o menor possível, o que se torna possível com espessas paredes externas e com as aberturas corretas, visando aumentar os ganhos solares e diminuir as perdas de calor.

Abrigos de emergência, por Shigeru Ban (Archdaily)

Nesse projeto o escritório propõe abrigos emergenciais que fazem uso de materiais reciclados e de mão de obra reduzida, pode ser construído por qualquer pessoa. A proposta é para abrigos no Nepal, com estrutura de madeira que se conecta, parede de tijolos reciclados de borracha e cobertura com tesouras de tubos de papelão.

Sala R, aplicação com conceito em ambientes (Planej)

A sala R, um projeto da Planej, foi pensado conforme o desejo da cliente e faz uso dos conceitos de DIY, Do It Yourself, que significa Faça Você Mesmo, assim o projeto implica em uso de materiais reciclados e de mão de obra menos especializada, já que a ideia é que qualquer um possa fazer, isso fica claro no uso de caixotes de feira na composição do ambiente, o que poderia ter se tornado lixo foi ressignificado trazendo economia para o projeto.

Como a PLANEJ pode me ajudar?

Precisamos compreender que a arquitetura bioclimática não é um conceito que se esgota em si mesmo, mas deve ser atrelado a outros, como arquitetura sustentável, casa passiva, arquitetura vernacular, etc, tantos quantos forem possível para a construção de edificações melhores, mais confortáveis e de menor impacto ambiental. A importância da fase de projeto também deve ser levada em conta, com o correto embasamento de profissionais devidamente capacitados a obra tem mais chances de sucesso, na Planej os projetistas consideram sempre os interesses dos clientes e suas condições, entre em contato conosco para um orçamento gratuito!

#arquitetura #sustentabilidade #dicas

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